O alto custo de um Supremo que vira piada


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão  serrao@alertatotal.net
Ministro do Supremo Tribunal Federal não pode nem deve ser motivo de chacota nas redes sociais, nos botequins e, muito menos, nos mais refinados prostíbulos. Quando e se isto acontece, é o próprio STF quem se transforma em objeto de desmoralização. Um órgão máximo do Judiciário, quando se permite apequenar, apenas confirma a predominância das injustiças e a hegemonia do Crime Institucionalizado sobre a Nação.
Por isso, é gravíssimo o tsunami de piadas personalizadas contra o supremo magistrado Gilmar Ferreira Mendes. O incontrolável fenômeno humorístico ratifica a falência do modelo Capimunista (rentista e corrupto) legitimado pela Constituição Vilã de 1988 – aquela de Gilmar diz apenas cumprir quando toma suas monocráticas decisões de mandar soltar notórios corruptos. Gilmar não atinge os magistrados e a Força Tarefa da Lava Jato & afins. Ele agride a maioria honesta do povo brasileiro que cansou de ser feita de otária e roubada pelos “donos do poder”.
Um amigo sociólogo e empresário chama atenção para um problema gigantesco que torna o caso Gilmar Mendes uma ínfima formiguinha: o descontrolado corporativismo da máquina judicial – incluído nela todos os aparelhos repressivos estatais, como o Ministério Público, as polícias e os diferentes fiscos. O sistema se transformou em uma caixa preta indecifrável. Editorial natalino do Estadão chamou a atenção para uma distorção: a banalização dos benefícios pecuniários pagos aos magistrador tornou impossível saber ao certo qual o custo efetivo do Poder Judiciário com a folha de pagamento de juízes, Desembargadores e ministros.
O Conselho Nacional de Justiça estima que existam, nos 91 tribunais pelo Brasil afora, 40 tipos distintos de gratificações, representações e adicionais aos salários dos magistrados. Só em 2017, os penduricalhos custaram aos cofres públicos R$ 890 milhões. Tudo é pago a título de “verba indenizatória” e não como vencimentos, para que não sejam levados em conta no famoso “teto salarial” estabelecido pela Constituição, para toda a administração pública, atualmente em R$ 33,7 mil. É por isso que 77% dos magistrados ganham acima do teto…
Detalhe: todos os penduricalhos são definidos em lei, ganhando ares de legalidade… Lamentavelmente, o mesmo ocorre nos poderes Executivo e Legislativo. As benesses têm nomes variados: auxilio moradia, auxílio alimentação, auxílio saúde, auxílio livro, auxílio paletó e por aí vai… Fica para os reles mortais a impressão de que tais benefícios são completamente deslocados da realidade, sobretudo em tempos de crise bicuda como há muito sobrevivemos. Por isso, haja imposto para bancar tanto gasto…
O Estadão noticiou outra loucura: uma entidade representativa dos magistrados vai bancar 100 viagens de seus associados para promoverem protestos a favor de aumentos salariais. Tal iniciativa “sindical” é legítima… O problema é o momento político e econômico totalmente inoportuno. Os burocratas deviam ligar o “desconfiômetro” – um aparelhinho que indica o momento exato para não fazer besteira ou falar bobagem…
A burocracia da magistratura unida jamais será vencida? Nas atuais condições de temperatura infernal parece que não… Porém, nas condições de pressão crescente, sobretudo a partir da mobilização via redes sociais, que pode avançar para as ruas, tudo pode mudar de uma hora para outra. O certo é que Judiciário deve ser sinônimo de Justiça – e não de “Judasciário”. Pelo menos esta deveria ser a regra e tendência em um País – coisa que o Brasil não é e nunca foi.
As ditaduras do Crime, da Burocracia e dos “donos do poder” precisam ser derrubadas, urgentemente, por uma inédita Intervenção Constitucional. Se isso não acontecer, estamos irremediavelmente lascados como Nação e, pior ainda, Civilização. Já passamos da hora da Mudança Estrutural. Ou fazemos agora, ou o Brasil vai se transformar em uma colônia de exploração ainda mais subdesenvolvida, ignorante e descontroladamente violenta, insegura e injusta.
É por isso e muito mais que o Judiciário – e sua mais alta instância – não têm o direito de se desmoralizar…

Releia o artigo natalino: Cartinha do Papai Noel ao Gilmar Mendes

Vida que segue… Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

 

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total:www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Dezembro de 2017.

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